Cursilhos de Cristandade: um testemunho pessoal

Conheci os Cursilhos, ainda menino, através de meus pais e nas muitas ultreias em que participei com eles. Via em todos verdadeiro entusiasmo apostólico, que experimentei quando já sacerdote e pároco de Perdões. Em maio de 1986, fiz o 23º. Cursilho. Perdi depois a conta do número de jornadas das quais participei, mas creio que em 23 delas. Logo fui nomeado diretor espiritual diocesano, em razão da mudança do Padre José Bedin para o Paraná. Padre Bedin e Padre Isidro Caldeira Vale foram verdadeiros apóstolos do Reino, trabalhando pela propagação do movimento.

Na ocasião, apresentei, juntamente com meu entusiasmo, minhas pequenas críticas fundadas nos próprios textos fundamentais dos Cursilhos.  Posteriormente, tive a alegria de, junto ao heroico Secretariado Diocesano, hoje GED, iniciar em nossa diocese os Cursilhos para Jovens. Uma novidade pela opção em fazê-los de modo misto, e não separadamente, para homens e mulheres. Foi quando passamos de dois para quatro cursilhos anuais, em vista do desejo de atender às muitas demandas por vagas.

Sempre acreditei no Movimento como escola de lideranças apostólicas, tendo em vista seu carisma próprio de vertebrar as comunidades. O Documento de Puebla já afirmava: “Os cristãos leigos são homens e mulheres da Igreja no coração do mundo, homens e mulheres do mundo no coração da Igreja” (786). Nas comunidades onde permanece fiel ao seu carisma, os Cursilhos continuam vivos e atuantes.

Neste Ano do Laicato, convocado pela CNBB, temos a alegria de ver, em nossa diocese, o Movimento em plena vitalidade e cumprindo sua missão. No entanto, é necessário revalorizar cada vez mais os grupos de base. Não pode haver ação apostólica sem grupos de base que se reúnam periodicamente. Afinal, Jesus, ao enviar os apóstolos, enviou-os dois a dois (cf. Mc 6,7-13).
Por tantos motivos me vejo envolvido nesta ação de graças pelos 45 anos do Movimento em nossa diocese, como cursilhista e bispo diocesano. Que Deus abençoe e revitalize sempre os Cursilhos, para que cresça sempre mais o empenho apostólico para a salvação do mundo e a glória de Deus.

Dom Miguel Ângelo Freitas Ribeiro

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