DOM BARROSO CELEBRA 60 ANOS DE SACERDÓCIO

“Não deixei nenhum amigo na Diocese de Oliveira, porque eu levei todos comigo”. A frase do quase nonagenário bispo emérito, Dom Francisco Barroso Filho, reflete o carinho que tem pelo chão onde passou grande parte dos 60 anos de dedicação ao sacerdócio. E essa longa caminhada foi celebrada com várias homenagens na Catedral de Nossa Senhora de Oliveira, no primeiro dia de dezembro.

O templo ficou repleto de fiéis vindos de várias paróquias da Diocese. Eles se uniram ao clero diocesano, religiosas e familiares de Dom Barroso. O bispo, aliás, pode contar com a presença de alguns de seus colegas de episcopado, que não mediram esforços em prestigiar e celebrar a data tão importante. Estavam presentes o Bispo emérito de Porto Nacional/TO, Dom Geraldo Vieira Gusmão, o Arcebispo de Diamantina, Dom Darci Nicioli, o Bispo de Divinópolis, Dom José Carlos de Souza Campos e o Bispo de Leopoldina, Dom José Eudes Campos do Nascimento.

Mas quem ficou com a missão de evocar toda a gratidão pelas seis décadas de serviço na vinha do Senhor foi o atual bispo diocesano, Dom Miguel Ângelo Freitas Ribeiro. O pastor lembrou-se da gratidão pela influência de Dom Barroso na sua formação e ressaltou a relevância do incentivo às vocações. Dom Miguel reforçou ainda o trabalho de seu antecessor na promoção da unidade do clero e na construção dos dois seminários diocesanos, além de ter cuidado das paróquias e assumido a missão da criação de outras, garantindo o fortalecimento das ações pastorais na diocese. “Seu exemplo me anima. Não só a mim, seu sucessor, mas a tantos outros em muitos combates”, reforçou o bispo.

Aos 89 anos de idade, sendo 60 deles dedicados ao sacerdócio, Dom Barroso reforçou sua disposição em seguir na missão. Feliz com o canto de seresta entoado para homenageá-lo, fez questão de recordar da festa que foi quando se uniu ao Povo de Deus para celebrar sua chegada na Diocese, que acabou se tornando uma segunda casa – histórias que ele faz questão de recordar.

Para o pastor, sua grande missão foi o incentivo às vocações. E ele conclamou o povo a seguir nessa luta. “Quando falamos em rezar pelas vocações, não é só para que tenhamos número de padres. Mas é para que esses padres, chamados por Deus e enviados por Ele às paróquias, sejam santos. Então, ao rezar, vamos pedir numerosas e santas vocações. Um padre santo faz um bem enorme à paróquia”, refletiu.

O movimento “Serra Clube”, que tem na figura de Dom Barroso uma referência nacional, homenageou o amigo, juntamente com representantes do laicato diocesano. Foi através do bispo emérito que o movimento chegou à Diocese, para ficar. O vigário geral, Pe. Vanir José de Oliveira, foi o responsável de representar o clero na homenagem e agradecimento. Fez isso recordando o exemplo de dedicação ao sacerdócio que Dom Barroso passa aos seus filhos espirituais – muitos deles ordenados pelas mãos consagradas do bispo.

Dom Francisco Barroso Filho segue em plena atividade na Arquidiocese de Mariana, onde reside na histórica Ouro Preto. Lá, ele continua celebrando crismas, participando de formações e estudando arte e história, duas de suas paixões. É membro da Academia Marianense de Letras e escreveu, dentre outras obras, o livro “Igreja de São Francisco de Assis”, sobre o templo de Ouro Preto, e “A grandeza de um pequeno projeto”, onde fala sobre seu avô.
Após a solenidade, Dom Barroso recebeu o cumprimento dos amigos que jura jamais esquecer. Com eles, confraternizou em um jantar comunitário oferecido na Escola Estadual “Francisco Fernandes”.

Texto: Vinícius Borges
Fotos: Tiago Coelho

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