NOSSA SENHORA DA OLIVEIRA, NOSSA MÃE

Contemplamos hoje a glória de nossa querida Padroeira, predita pela Escritura já no livro do Gênesis, quando da maldição da serpente que induzira nossos primeiros pais ao pecado:  “Ela te esmagará a cabeça enquanto tu te lanças contra o seu calcanhar” (Gn 3,15b). Nesse tempo de pandemia e ansiedade, humanidade ferida, nos voltamos novamente nosso olhar para aquela que traz na mão o seu Filho Unigênito e Unigênito do Pai e a o ramo da oliveira da paz.

Dela nossa cidade e diocese recebeu o nome, a ela devemos nosso preito de gratidão, porque, em primeiro lugar, nos deu Jesus. Pois diz a Escritura: “Aquele que me criou marcou o lugar da minha casa, e me disse: ‘Arma tua tenda em Jacó, toma posse da tua herança em Israel e no meio do meu povo finca raízes’” (Eclo 24,12-13).

É a doce Mãe de Deus, a Mãe de Misericórdia e sempre Virgem Maria, Saúde dos Enfermos, Consoladora dos Aflitos, Refúgio dos Pecadores e Rainha da Paz!

  Como não nos dirigir a ela, pedindo sua intercessão materna para que venha em socorro desse mundo, marcado pela violência da peste, da fome e da guerra? Ela a bendita entre todas as mulheres que, no seu ventre virginal, gerou Aquele que céus e terra não podem conter e tem em suas mãos o governo de tudo, porque tudo foi submetido aos seus pés (cf. 1 Cor 15,27). Profetiza da Nova Aliança, recorda-nos a fidelidade de Deus para com seu povo, cantando que “sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que o temem ” (Lc 1,49).

Ela quem cuidou da fragilidade de Jesus menino; em Belém amamentou-o nos seus peitos com seu precioso leite; com ele e São José foram para o duro exílio no Egito e amparou-o em sua adolescência e juventude em Nazaré, humana fragilidade assumida por nossa causa. Acompanhou-O em sua missão, no silêncio e na escuta, sofreu com Ele até estar de pé junto à cruz (cf. Jo 19,25) e na solidão marcada de esperança e certeza na solidão do Sábado Santo. Ela também testemunha da Ressurreição e Virgem Mãe, orante em Pentecostes, Imaculada e Assunta aos Céus, como primícia de todos os mortais depois de Jesus (cf. 1 Cor 15,23).

Como não confiar nela, se Jesus nô-la deu por mãe, quando pendia de sua cruz (cf. Jo 19, 26-27) e a Igreja sempre a sentiu como mãe e protetora, em todos os tempos, em suas múltiplas e milagrosas manifestações de amor?

Como não elevar a ela nosso olhar confiante, a ela que nos foi dada, por especial desígnio da Providência, como padroeira de nossa diocese, paróquia, catedral e seminário e, em todos os cantos, é venerada pelos seus filhos dispersos pelo mundo e que a ela recorrem como mãe?  

Como não esperar dela seu poderoso auxílio e Perpétuo Socorro, em tempos tão difíceis para o mundo e para nosso País?

Com vossa oração, Senhora, já que nossos méritos são infinitamente pequenos diante dos vossos, como depois da anunciação do Arcanjo Gabriel, apressadamente pelas montanhas fostes servir a vossa prima Santa Isabel e São Zacarias, que aguardavam o nascimento de São João Batista (cf. Lc 1,39), fazei apressar a hora de Jesus, vosso Filho Divino, como em Caná da Galileia (cf. Jo 2,1-12), quando “Deus enxugará toda lágrima dos nossos olhos. A morte não existirá mais, e não haverá mais luto, nem choro, nem dor, porque passou o que havia antes”. Pois “Aquele que está sentado no trono disse: “Eis que faço novas todas as coisas” (Ap 21, 4-5a).        

Ensinai-nos, Senhora de Oliveira, a fazer sempre tudo o que Jesus mandar! Como vós mesma e vosso esposo São José o fizeram.

Senhora de Oliveira, “Mãe do Amor Formoso, do Temor, da Ciência e da Santa Esperança” (Eclo 24,24), rogai por nós pecadores, abençoai as nossas famílias, o nosso clero, os vocacionados à missão pelo Reino e a todos os que sofrem em razão das doenças, da injustiça, da fome, da guerra, do crime e das drogas, nas prisões e na solidão vivida nesse tempo de pandemia. E que, por vossa poderosa intercessão, Rainha da Paz, cessado esse tempo de prova possamos sair um pouco melhores do que quando nele entramos! Sustentais-nos na fidelidade de cada dia e, na hora de nossa partida, mostrai-nos Jesus, bendito fruto de vosso ventre. Amém!

+ Dom Miguel Angelo Freitas Ribeiro

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