NOTA DA DIOCESE DE OLIVEIRA SOBRE O ABORTO

NOTA DA DIOCESE DE OLIVEIRA SOBRE O ABORTO,

EM REPÚDIO À ADPF 442 EM JUÍZO NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

Dom Miguel Angelo Freitas Ribeiro, Bispo diocesano de Oliveira, cumprindo o seu dever de pastor, vem apresentar sua apreensão diante das anunciadas audiências do STF, convocadas pela Ministra Rosa Weber, nos próximos dias 3 e 6 de agosto,  para discussão da “Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 442, proposta pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), solicitando que os artigos 124 e 126 do Código Penal, que incriminam a interrupção da gestação induzida e voluntária realizada nas primeiras 12 semanas”.

Depois de muitas tentativas frustradas de fazer passar no Congresso Nacional a legalização do aborto até três meses de vida intrauterina, o PSOL pretende obter, através do Judiciário, o que é da competência do Poder Legislativo.  É apenas mais uma tentativa dos abortistas de plantão em fazer valer sua ideologia sobre a maioria da população brasileira, obrigando-a ainda a financiar com os seus impostos a matança dos inocentes.

É lamentável que o STF ainda julgou de sua competência, mais uma vez, legislar no País, em detrimento do equilíbrio dos Três Poderes da República, em mais uma afronta à democracia e à Constituição que deve defender. Nem se pode argumentar que o STF teria de suprir a omissão do Congresso Nacional sobre o assunto, porque o mesmo tem sido tratado em diferentes ocasiões.

Mais de uma vez, a CNBB reafirmou, em diversas notas, sendo aúltima, dia 11 de abril de 2017, aDoutrina da Igreja sobre a questão.

Não será, por sua legalidade, que o aborto deixará de ser “um crime abominável, vergonha para a humanidade” (São João Paulo II).

“Não matarás”, nos ordena o Senhor no Decálogo. Aborto, eutanásia etudo que fere a vida humana são igualmente condenados por Deus. A Didaché, catecismo cristão do século II, afirma: “Não matarás o embrião por aborto e não farás perecer o recém-nascido”.Aborto provocado é homicídio voluntário.

Vale ainda recordar o que escrevemos em 2010: “Estamos em ano eleitoral no qual vamos eleger o Presidente da República e seu vice, senadores e deputados federais e estaduais. Entre os candidatos não são poucos, de diversos partidos, que defendem o aborto, como já declararam em entrevistas à imprensa ou reduzem sua aprovação a um eventual plebiscito como se a objetividade do bem se definisse pela opinião da maioria ou pela estatística e não pela objetividade da Lei de Deus e da lei natural impressa no coração de todos os homens.”Também são muitos os partidos que têm a legalização do aborto como parte de seu programa de governo.

O poeta Mário Quintana escreveu: “O aborto não é, como dizem, simplesmente um assassinato. É um roubo… Nem pode haver roubo maior. Porque, ao malogrado nascituro, rouba-se-lhe este mundo, o céu, as estrelas, o universo, tudo. O aborto é o roubo infinito. ”

A vida é o primeiro dom e direito sobre o qual se assentam todos os outros. Quem teve o direito de nascer não deve se arvorar em juiz sobre a vida de quem não nasceu. Criados por Deus, somente a Ele pertencemos. “Se a lei permite o aborto e a eutanásia, não nos surpreende que se promova a guerra” (Santa Teresa de Calcutá).

Que cada cristão se examine e possa agir e votar com responsabilidade de cristão e cidadão.

Rezemos para que, por intercessão da Virgem Maria, a Senhora de Oliveira e São José, pai adotivo de Jesus, nosso País se livre da maldição do aborto.

 

Oliveira, 19 de julho de 2018.

 

Dom Miguel Angelo Freitas Ribeiro,

Bispo diocesano de Oliveira

Um comentário sobre “NOTA DA DIOCESE DE OLIVEIRA SOBRE O ABORTO

  1. Como sempre muito lúcido nosso querido pastor, Dom Miguel. Deus abençoe seu episcopado! Que esteja sempre voltado ao direito humano da vida desde a concepção até a morte natural.

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