PASTORAL CARCERÁRIA VISITA APAC DE PERDÕES E INICIA ARTICULAÇÃO DE COORDENAÇÃO DIOCESANA

Nessa terça-feira (17), membros da Pastoral Carcéria Diocesana visitaram a sede da Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (APAC), na cidade de Perdões. A casa funciona como um presídio alternativo focado na justiça restaurativa e ressocialização. O objetivo foi articular a criação de uma coordenação diocesana.

As Irmãs Mercedárias da Caridade, que residem em Campo Belo e assessoram a Pastoral Carcerária na Diocese, junto do asssessor da Pastoral em Oliveira, Pe. Sebastião Lino, foram os responsáveis por apresentar os projetos. Segundo eles, o grupo quer ser presença de misericórdia junto aos presos. Para isso, o objetivo é trazer pessoas interessadas nessa missão, especialmente das cidades onde existem presídios convencionais ou APAC’s na diocese: Campo Belo, Bom Sucesso, Candeias, Oliveira e Perdões.

Segundo Pe. Sebastião, uma das ações a serem desenvolvidas é a aproximação com as famílias dos condenados, porque elas são essenciais no processo de ressocialização.

Na APAC de Perdões, além dos responsáveis pela Pastoral Carcerária Diocesana, esteve presente o pároco da Paróquia de Nossa Senhora das Graças, Pe. Rogério Victor Azevedo. Ele, junto de outros leigos, já desenvolve um trabalho de visitas, evangelização e apoio aos assistidos.

Um coral formado pelos internos se apresentou aos visitantes. A música é apenas um dos diversos projetos realizados pela entidade, que ainda inclui artesanato, cuidado com o espaço e trabalhos gerais.

A presença da Igreja nas APAC’s e presídios tem sido cada vez maior na Diocese. Em setembro, o bispo diocesano, Dom Miguel Angelo Freitas Ribeiro, assistiu casamentos na unidade de Campo Belo. Em novembro, ele também celebrou crisma junto aos catequizandos, que foram preparados pelas Irmãs Mercedárias.

AS APAC’s

De origem cristã, a Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (APAC) é uma entidade jurídica sem fins lucrativos que tem o objetivo de auxiliar a Justiça na execução da pena, recuperando o preso, protegendo a sociedade, socorrendo as vítimas e promovendo a Justiça restaurativa. Existem duas unidades delas na Diocese de Oliveira: Perdões e Campo Belo.

A sigla da associação tem, ainda, outro significado: “Amando o Próximo, Amarás a Cristo”. Sua origem e trabalho, portanto, estão intimamente ligados ao trabalho da Pastoral Carcerária. Foi fundada na cidade de São José dos Campos/SP, em 1972, por um grupo de voluntários liderados pelo advogado e jornalista Dr. Mário Ottoboni.

Segundo dados da própria entidade, o indíce de reincidência entre os egressos da APAC é substancialmente menor do que aqueles ligados aos presídios convencionais. A entidade luta, ainda, pela promoção dos direitos humanos e superação da violência na sociedade.

Conheça mais detalhes sobre o trabalho da APAC: http://www.fbac.org.br/index.php/pt/como-fazer/apac-o-que-e

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