PASTORAL DA JUVENTUDE CELEBRA DNJ

Catedral Diocesana recebeu missa de abertura

Uma multidão de jovens em festa e oração chamou a atenção no centro de Oliveira. No caminho, após sair de frente à Matriz, uma parada importante: a Catedral Diocesana de Nossa Senhora de Oliveira. Foi lá que a Eucaristia reuniu os participantes de toda Diocese na grande celebração pejoteira do Dia Nacional da Juventude (DNJ), realizado em 29 de outubro.

A caminhada contou com presença de fanfarra

A caminhada se tornou uma procissão jovem. No andor, a imagem de Nossa Senhora Aparecida, “Negra Mariama”, era conduzida pelos jovens que entoavam cantos de alegria enquanto tremulavam as bandeiras dos grupos de base da Pastoral da Juventude. A entronização da padroeira do Brasil foi feita na Catedral, onde o bispo diocesano, Dom Miguel Ângelo, acolheu os jovens. Em sua homilia, o reforço do tema: “Juventudes em defesa da vida dos povos e da Mãe Terra”. O pastor exortou os participantes a refletirem a gravidade do consumismo exagerado, a crescente defesa das armas e a falta de cuidado com o meio ambiente.

Após a Celebração, os jovens seguiram em caminhada para o Ginásio Poliesportivo do “Oliveira Tênis Clube”, onde continuaram as atividades. Muita música e apresentações culturais compuseram a programação. As foranias levaram reflexões sobre o tema em sintonia com títulos de Maria, em referência ao Ano Mariano. Além disso, uma mesa reuniu várias experiências para a reflexão dos desafios de defesa da natureza na região e da compreensão da diversidade cultural dos povos, em especial da herança negra.

Andor de Negra Mariama é levado pelos (as) jovens

Rafaela Rodrigues foi uma das jovens que integrou a equipe organizadora, já que faz parte do grupo “Jovens Perseverantes na Fé” (JPF). Para ela, a experiência do grupo paroquial vai deixar profundas memórias e uma motivação extra. A jovem explicou que a ideia de toda a equipe foi mostrar a identidade pejoteira desde o início, e garante: o resultado foi alcançado. “Para muitos seria mais um DNJ, mas para o grupo JPF foi ‘o DNJ’. Pudemos reparar isso no olhar, na lágrima, no sorriso e abraço. A cada mística mostrada, desde a decoração até a música , o grupo se enxergava naquele espaço”, refletiu.

 

O DNJ é uma das atividades mais tradicionais da Igreja do Brasil. Celebrado desde 1985, teve sua primeira edição realizada na Diocese de Oliveira em 1987, na cidade de Santo Antônio do Amparo.

Mesa

Participantes da mesa “Juventudes em defesa dos povos e da mãe terra”

            A mesa temática, intitulada “Juventudes em defesa da vida dos povos e da Mãe Terra”, emocionou o público. Os debatedores refletiram a realidade da região em questões de caráter ambiental, como a destinação do lixo e a preservação das nascentes de água. Mas não parou por aí: uma ex-secretária diocesana da PJ surpreendeu a todos ao voltar no seu chão de formação e dar um grito de poesia e resistência sobre a causa negra.

A responsável pela fala foi Ana Luzia, que hoje vive em Divinópolis. Mas é em Oliveira que ela atua como Rainha Conga. Ela refletiu a importância de fazer memória das raízes culturais que moldaram o povo brasileiro, sobretudo com o respeito e a reverência necessárias.

Além dela, participaram da mesa o assessor diocesano da PJ, Pe. Josalan, o policial ambiental, Sgt. Ivair, a engenheira Rebeca Silveira e representante do Centro “Beija-Flor”, Rafael.

Apresentações

Apresentações da forania trouxeram arte e cultura

Os jovens da Paróquia de Nossa Senhora de Oliveira se envolveram de modo direto na organização da atividade. Mas a participação na construção foi de toda Diocese, já que cada Forania teve espaço para realizar uma apresentação cultural acerca do tema. Segundo um dos assessores diocesanos da PJ, Elvis Andrade, a prática é uma tradição do DNJ e busca garantir a participação e a coletividade na celebração.

A Forania de Nossa Senhora do Carmo refletiu a herança da escravidão no Brasil. Para isso, trouxe o título de Nossa Senhora do Rosário em uma peça teatral. Mas a apresentação não terminou por aí: convidando todo o Ginásio, o grupo finalizou com a ciranda ao som de “Negro Nagô” – canção que aborda a escravidão, suas mazelas e celebra a cultura afro.

A PJ da Forania de Santo Antônio de Pádua deu um grito de alerta contra o trabalho infantil e a exploração de crianças. Os jovens Rodrigo Donisete e Daniel Júnior compuseram e cantaram uma paródia da música “Trem Bala”, enquanto os jovens encenavam o tema e traziam cartazes com gritos de basta.

A dança foi a arte escolhida pela Forania do Senhor Bom Jesus. Para isso, os jovens coreografaram a tradicional música “Planeta Água” de Guilherme Arantes, num grito por preservação e cuidado.

Um teatro da Forania de Nossa Senhora de Oliveira emocionou o ginásio. A ideia era enaltecer a figura de Nossa Senhora, em sua representação de Aparecida, como protetora dos pobres e escravizados. A jovem Maria Júlia representou a padroeira e arrancou aplausos dos jovens.

Nem mesmo a equipe diocesana da PJ ficou de fora. O grupo refletiu a Campanha da Fraternidade 2017, que abordou os Biomas Brasileiros. Num teatro cheio de criatividade, com texto do assessor Marco Aurélio, os membros caracterizaram cada cultura dos povos que habitam o Brasil. E mais: dialogaram com a representação da padroeira da América Latina, a Virgem de Guadalupe.

Um dos gestos concretos do DNJ foi a doação de alimentos e produtos de limpeza para o Centro “Beija-Flor”

Catedral fica lotada com a presença de jovens de toda Diocese

Ornamentação e símbolos foram destaque

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