TU ÉS PEDRO

Num tempo em que muitos admiram a Jesus e seus ensinamentos, o reconhecem como um sábio ou apenas um mestre importante, o Evangelho deste domingo nos apresenta a pergunta fundamental sobre a identidade de Jesus, dirigida aos discípulos e a nós pelo Senhor.

Depois de ouvir algumas respostas aparentemente confusas, Simão respondeu-Lhe, em nome de todos, que Jesus é o Messias, o Cristo, e o Filho de Deus vivo (cf. Mt 16, 16).

À afirmação de Pedro, Jesus proclamou sua bem-aventurança: “Feliz és tu Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está nos céus! ” (Mt 16,17). Estas palavras nos fazem recordar aquelas do Apóstolo Paulo: “Ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, se não for por inspiração do Espírito Santo” (1Cor 2,3).

Logo depois se seguiram outras duas afirmações nas quais Jesus mudou o nome de Simão para o de Pedro (pedra) e deu-lhe o poder das chaves na Igreja (cf. Mt 16,18) edificada sobre ele próprio como pedra angular (cf. Ef 2,20) e sobre Pedro, como chefe e administrador do novo Israel de Deus.

Ao mudar o nome de Simão para o de Pedro, constituindo-o pedra sobre a qual constrói a sua Igreja (cf. Mt 16,18b), apontava-lhe uma missão. Ao entregar-lhe o poder das chaves, confiou-lhe um ministério, um cargo, um serviço de chefia, que não cessou com a sua morte, mas encontra sua continuidade em seu sucessor, o Papa, hoje Francisco, a quem foi confiado o poder de ligar e desligar: “Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que desligares na terra será desligado nos céus! ” (Mt 16, 19). Por isso, aderir a Jesus exige de nós escutar o Papa, aquele que tem o poder das chaves.

O administrador é aquele que tem o poder de abrir e fechar o palácio real. Se ele abrir, ninguém fecha e se fechar, ninguém entra. A infidelidade de Sobna, administrador do Rei Davi, não fez com que seu oficio terminasse. Foi sucedido por Eliacim (cf. Is 22,19-23).  Pedro foi sucedido sempre pelo Bispo de Roma, chamado também por Deus à sua missão.

            Da adesão a Cristo nasceu e vive a Igreja, Eclésia, ou assembleia dos fiéis, convocada e reunida ao redor de Pedro. Somos convidados a aderir a Cristo, como Pedro e os apóstolos, na mesma confissão de fé em Jesus como Filho do Homem, novo Elias, grande profeta, Messias e Filho do Deus Vivo e, na vida, tê-Lo como verdadeiro Senhor e Salvador! Pois, “aquele que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele em Deus. E nós temos reconhecido o amor que Deus tem por nós e nele acreditamos. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele” (1Jo 4, 15-16).

            Com o apóstolo São Paulo, cantemos “a profundidade da riqueza, da sabedoria e da ciência de Deus” (Rm 11, 33), que nos concedeu a graça batismal pela nossa mãe Igreja, na qual fomos gerados pela fé, e nos conserve em união com o Sucessor de Pedro, garantia da fidelidade de Deus e da verdade!

            Rezemos pelo Santo Padre o Papa e por todos os bispos que, em comunhão com o Papa, guiam o rebanho do Senhor.Que Nossa Senhora, que celebramos dia 22 de agosto, como Rainha do Céu e da Terra, dos Anjos e dos Homens e Mãe de todos nós, nos conceda a fidelidade a Jesus e à sua Igreja, Una, Santa, Católica e Apostólica. “O poder do inferno nunca poderá vencê-la” (Mt 18c).

E Nossa Senhora e São José intercedam para que passe logo esse tempo de pandemia e possamos, como Igreja, nos abraçar felizes em nossas assembleias eucarísticas, “assíduos aos ensinamentos dos apóstolos, à comunhão fraterna, à fração do pão e às orações” (At 2,42).

+ Miguel Angelo Freitas Ribeiro

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