Um só Batismo

A festa do Batismo de Jesus nos dá oportunidade para a reflexão sobre nosso próprio batismo, que é o de Cristo. Mergulhados em sua morte, para participar da vida nova de sua ressurreição. “Nós, os que morremos para o pecado, como podemos continuar vivendo nele? Ou vocês não sabem que todos nós, que fomos batizados em Cristo Jesus, fomos batizados em sua morte? Portanto, fomos sepultados com ele na morte por meio do batismo, a fim de que, assim como Cristo foi ressuscitado dos mortos mediante a glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova” (Rm 6, 2-4).

O Apóstolo São Paulo nos faz ainda refletir: “Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de todos, que é sobre todos, por meio de todos e em todos” (Ef 4,5-6).
“O Baptismo imprime na alma um sinal espiritual indelével, o carácter; que consagra o batizado para o culto da religião cristã. Por causa do carácter; o Batismo não pode ser repetido” (CIC, 1280). A fé católica sempre se firmou neste ponto, atestado pela unânime tradição dos Padres da Igreja. Há um só batismo porque ele é ação de Cristo-Deus e a Palavra de Deus não volta atrás.  Por este motivo, quando alguém se converte de outra denominação cristã para a Igreja Católica, nunca será novamente batizado, a não ser que haja razões suficientemente sérias para se duvidar da validade do rito sacramental ou da falta de intenção do ministro em realizar o que Cristo quis.

No entanto, conhecemos muitas pessoas que já passaram por mais de um batismo. Tendo ouvido o ensinamento de outra comunidade, receberam outro batismo ao mudar de denominação. Outras ainda, depois de pecarem, pedem para ser rebatizadas. Isto porque, para muitas denominações cristãs, o batismo deixou de ser imersão na vida de Cristo para significar a adesão a uma determinada comunidade de fé. E porque negam o sacramento da Penitência, instituído pelo Senhor em sua Páscoa para que nos renovemos na graça batismal.

Não somos batizados apenas para participarmos de uma comunidade. O Catecismo da Igreja assim nos ensina: “O fruto do Batismo ou graça baptismal é uma realidade rica que inclui: a remissão do pecado original e de todos os pecados pessoais; o renascimento para uma vida nova, pela qual o homem se torna filho adotivo do Pai, membro de Cristo, templo do Espírito Santo. Por esse fato, o batizado é incorporado na Igreja, corpo de Cristo, e tornado participante do sacerdócio de Cristo (CIC, 1279).

Valorizemos nossa inserção em Cristo. E, quando voltarmos à igreja onde recebemos este sacramento, voltemos à pia de nosso batismo e ali renovemos nossa profissão de fé e nossa adesão a Cristo, na renúncia ao mal e ao pecado e em nosso compromisso com a comunidade que é o corpo místico de Cristo do qual somos os membros (cf. 1 Cor 12,13).

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