A RESSURREIÇÃO E CRISTO E A NOSSA RESSURREIÇÃO

Terceiro Domingo da Páscoa! A Igreja nos apresenta o evangelho de Lucas (24,35-48), que nos relata os acontecimentos logo após o encontro de Jesus com os peregrinos que fugiam de Jerusalém a caminho de Emaús.

Quando os discípulos de Emaús ainda contavam aos irmãos, reunidos no Cenáculo, sua experiência com Jesus, reconhecido por eles ao partir o pão, Jesus colocou-se no meio deles com a saudação pascal. “A Paz esteja convosco”, o ‘shalon’ dos judeus (cf. Lc 24,36).

Assustados, eles pensavam estar vendo um fantasma ou espírito. Mas Jesus lhes disse: “Por que estais preocupados, e por que tende dúvidas no coração?”. E mostrou-lhes as mãos e os pés chagados: “Sou eu mesmo! (…) um fantasma não tem carne nem ossos, como estais vendo que eu tenho” (Lc 24,39). Deixou que eles O tocassem, mas ainda não podiam acreditar. A ressurreição lhes era algo de totalmente novo. Então, Jesus pediu-lhes algo para comer.

Depois de comer um pedaço de peixe assado, chamou-lhes, como aos discípulos de Emaús, a atenção sobre as Escrituras de Israel. Sobre tudo o que sobre Ele estava escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos.

Ele ressuscitou verdadeiramente, em sua alma e seu corpo, e assim ressuscitaremos com Ele. Não só a nossa alma, mas corpo e alma glorificados na dimensão de Deus, libertos das amarras do espaço e do tempo. É o que professamos no Credo Apostólico: “Creio na ressureição da carne”. E em cada celebração exequial junto aos que nos deixam: “Creio que o meu redentor vive e em minha própria carne verei a Deus meu Salvador. Eu mesmo e não outro e o contemplarei com os meus olhos!” (cf. Jó 13,38) Esta é a fé que nos salva!

Jesus abriu a inteligência dos discípulos para crerem e recordou-lhes sua missão de anunciar o Evangelho a todas as nações e, pelo seu Nome, a conversão e o perdão dos pecados, que Ele nos conquistou pela sua Paixão, Morte e Ressurreição. Perdão que podem receber, como diz Pedro nos Atos dos Apóstolos, também aqueles que foram cúmplices da morte de Jesus, porque liam as Escrituras sem compreendê-las (cf. At 13,17).

A Igreja vive deste momento e tem, até o fim dos tempos, a mesma missão. Também para nós, é o momento da conversão e de reconciliação com Deus e com os irmãos. É o que nos ensina São João em sua Primeira Carta (1 Jo 2,1-5a): “Ele é a vítima de expiação pelos nossos pecados e não só pelos nossos, mas pelos pecados do mundo inteiro”. Ele, juntamente como o Espírito Santo, é o Paráclito, nosso defensor junto ao Pai.

Em tempos de tantas perdas, de tamanho luto em todas as partes, na fé encontramos não somente o consolo, mas a esperança de que um dia nos reencontraremos em Deus! “Quer vivamos, quer morramos pertencemos ao Senhor” (Rm 14,8b). Nosso destino é o Céu! E o Céu é Deus!

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